“Amiga, se valoriza!”. Parece titulo de livro de auto-ajuda para peruas, e poderia mesmo ser. Mas a primeira vez que ouvi essa frase (a qual fui disseminando entre todas as mulheres que conheço) foi com uma amiga logo depois de contar a ela sobre mais um drama amoroso da minha vida. Mas não um diferente, o mesmo de ontem e anteontem, afinal eles se repetem mesmo. Podem até trocar de personagem, mas geralmente só trocam de data e as vezes de lugar.
“Se valoriza”, poderia ser o titulo do livro “Ele simplesmente não está afim de você” de Greg Behrente e Liz Tuccillo. Ou então algo como “se toca mulher!” ou “Garota você é cega?”, ou até mesmo “Minha filha não acredito que você perdeu tanto tempo da sua vida se preocupando com esse idiota”.
Fácil de falar, difícil de fazer. Quem viu o filme “Ele não está tão afim de você”, sabe do que estou falando, mas para entender toda a filosofia e espantar definitivamente todos esses homens que não servem pra nada na sua vida, só lendo o livro. Mas não me peça emprestado porque a fila é grande.
Eu e minha amiga “se valoriza” viramos as representantes no Brasil, ou pelo menos na Grande São Paulo, desta idéia que promete libertar as mulheres e fazer com que elas achem seus homens perfeitos. Se nós achamos? Obvio que não. Mas temos propriedade e conhecimento de causa para defender as idéia colocadas por Greg e Liz no livro.
Aqui vai um breve resumo da nova filosofia que deve reger as mulheres a partir de agora (ou no mínimo nossas amigas): Se ele não te liga, não te chama pra sair, da desculpas do tipo “ando muito ocupado”, não quer transar e/ou casar (sim o livro vai longe) ele simplesmente não está afim de você. Uma tragédia eu sei, porém verdade. Comprovada por eles, alguns poucos sinceros, que afirmaram a teoria ao serem questionados por nós.
Em contra partida a toda essa nova maneira de ver os homens, minha amiga que se valoriza e mergulha de cabeças nas discussões femininas, achou uma matéria em uma revista X sobre mulheres que eram muitos exigentes, se tornaram frustradas e acabaram por se contentar com a categoria de homens “bons o suficiente”.
Coincidência ou não, todas as mulheres da matéria tinham pra lá de 40 anos. Imaginando que desses 40, 25 elas passaram na luta pelo homem perfeito, é de se entender porque se cansaram.
“Bom o suficiente” é medíocre. É como quando você compra aquela blusa, que é linda, em verde musgo, porque não tem mais do seu tamanho em vermelho. Você pode até ficar feliz com a sua compra, vai até usar a blusa, mas toda vez que vesti-la vai lembrar que ela poderia ser vermelha, muito mais sexy e combinar muito melhor com seu tom de pele.
Peço a Deus e me esforço todos os dias para que nada na minha vida seja apenas bom o suficiente. Nem meu trabalho, nem meus relacionamentos, nem meus amigos, nem minha profissão, nem minha família e principalmente, nem eu.
Um profissional bom o suficiente não obtém sucesso. E nem um relacionamento. Faço tudo para ser e ter o melhor, o mais perto do perfeito. Quero o que for sempre melhor para minha vida. E não vou deixar que ninguém me desrespeite, ou desvalorize. Ou me faça passar a tarde olhando para o celular, ou checando meu e-mail para saber se ele resolveu aparecer. Por mais que eu goste de estar com alguém, eu gosto mais de estar de bem comigo e com a minha vida. Amiga, eu me valorizo!
Por maior que seja seu sofrimento ao decidir tirar uma pessoa de sua vida, garanto que será muito pior tudo que você vai sofrer se você não tira-la e continuar a aceitar ser rejeitada, ainda que indiretamente, por pés-na-bunda disfarçados de desculpas esfarrapadas.
Pode até ser que em 25 anos eu mude, mas por enquanto “bom o suficiente” não é nada suficiente para mim.
.
terça-feira, 31 de março de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
A vida não é filme
Dia desses assistia à um filme daqueles que nos adoramos mas no final nos fazem sentir sozinhas e deprimidas, as famosas comédias românticas.
Histórias com casais conturbados, geralmente mulheres conturbadas e canalhas que se misturam com bonzinhos.De qualquer maneira em algum momento me deparei com a tradicional cena do pedido em casamento. o homem ajoelha, a mulher se emociona eles se beijam e fim. Quanta beleza e sentimento em uma cena dessas. Imagine na vida real então?
Depois de assistir hipnotizada à cena, me ocorreu a pergunta: Será que algum dia vou ter um desses momentos? E por alguns instantes senti uma tremenda inveja de mulheres que já viveram esse sentimento, passaram por esse momento igual ao de filmes.
Foi como um tiro pensar que posso nunca sentir isso. O coração apertou, o mundo girou. Toda a independência, poder e força feminina ficaram pequenas perto do sentimento de ser a princesa amada com um homem ajoelhado as seus pés. Tenho que assumir que estava um tanto sensível neste dia, mas lágrimas começaram a pular dos meus ollhos.
Sabe, as vezes mulheres são inseguras, indecisas, sonham como crianças. É só reparar em seus olhares quando veêm uma revista 'Noivas' na banca, ou como são obcecadas por esses filmes. Malditos filmes!
Depois nos pergutam porque mergulhamos nos nosso traballho. Ué, para que não sobre tempo algum para basteiras, filmes, revistas, questionamentos, sonhos...
Mas pensar que posso não ter minha própria cena de filme, me fortalece. Me faz querer encarar "a vida como ela é" e ser feliz assim. É claro que alguns momento cinematográficos aqui ou ali não fazem mal à ninguém e renovam nossas esperanças. Mas a vida não é filme, e não precisamos que ela seja para nos sentirmos bem.
Quando percebi a situação que me encontrava e a turbulência que a cena me causara, sem pensar duas vezes me recompus como se brigasse comigo mesma. Lembrei de todas as minhas essências e valores de mulher moderna e me escondi atrás deles.
Desliguei a Tv e peguei minha revista de moda. Afinal, o maior questionamento que roupas podem nos causarar é se estamos acima do peso.
Histórias com casais conturbados, geralmente mulheres conturbadas e canalhas que se misturam com bonzinhos.De qualquer maneira em algum momento me deparei com a tradicional cena do pedido em casamento. o homem ajoelha, a mulher se emociona eles se beijam e fim. Quanta beleza e sentimento em uma cena dessas. Imagine na vida real então?
Depois de assistir hipnotizada à cena, me ocorreu a pergunta: Será que algum dia vou ter um desses momentos? E por alguns instantes senti uma tremenda inveja de mulheres que já viveram esse sentimento, passaram por esse momento igual ao de filmes.
Foi como um tiro pensar que posso nunca sentir isso. O coração apertou, o mundo girou. Toda a independência, poder e força feminina ficaram pequenas perto do sentimento de ser a princesa amada com um homem ajoelhado as seus pés. Tenho que assumir que estava um tanto sensível neste dia, mas lágrimas começaram a pular dos meus ollhos.
Sabe, as vezes mulheres são inseguras, indecisas, sonham como crianças. É só reparar em seus olhares quando veêm uma revista 'Noivas' na banca, ou como são obcecadas por esses filmes. Malditos filmes!
Depois nos pergutam porque mergulhamos nos nosso traballho. Ué, para que não sobre tempo algum para basteiras, filmes, revistas, questionamentos, sonhos...
Mas pensar que posso não ter minha própria cena de filme, me fortalece. Me faz querer encarar "a vida como ela é" e ser feliz assim. É claro que alguns momento cinematográficos aqui ou ali não fazem mal à ninguém e renovam nossas esperanças. Mas a vida não é filme, e não precisamos que ela seja para nos sentirmos bem.
Quando percebi a situação que me encontrava e a turbulência que a cena me causara, sem pensar duas vezes me recompus como se brigasse comigo mesma. Lembrei de todas as minhas essências e valores de mulher moderna e me escondi atrás deles.
Desliguei a Tv e peguei minha revista de moda. Afinal, o maior questionamento que roupas podem nos causarar é se estamos acima do peso.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mulheres são loucas
Mulher. pessoa do sexo feminino, depois da puberdade; pessoa adulta do sexo feminino; esposa; consorte; senhora; pessoa do sexo feminino pertencente à classe popular; o conjunto das pessoas do sexo feminino. Ou como é conhecida popularmente, o ser mais incompreensível do universo.
Há mulheres de todos os tipos: gorda, magra, loira, morena, ruiva, alta, baixa, perua, discreta, do tipo que grita, do tipo que fala baixo, divertidas, sérias, meigas, arrogantes, neuróticas e calmas, apaixonadas seja la pelo que for. Vingativas, más, de coração mole, inconsequentes, independentes, donas de casa, cuidadosas, mães, consumistas.
Mas há uma unanimidade entre elas, a loucura. São loucas de amor, de ódio, de felicidade, de tristeza. Loucas por sonhos e loucas por terem parado de sonhar, loucas de esperança, de anseios, de vontades, loucas de serem elas mesmas e loucas de se enganarem.
Mulheres nasceram para sempre confundir, e as vezes explicar. Fazem o que bem entendem, conquistam o que querem mesmo sem saber muito bem o que é. Quebram a cabeça mil vezes, choram e muito. Mulheres são apaixonadas.
São uma espécie que, apesar de encontrarmos por ai facilmente em grande quantidade, são raras. São curiosas, num dia se amam no outro se odeiam. Acham que devem se unir mas vivem em guerra e fazem de tudo para acabar umas com a outras. Dizem por aí que mulheres não têm amigas, e se têm são poucas as verdadeiras.
É difícil entendê-las, mais ainda conquistá-las.
E eu sou umas delas. Prazer, meu nome é Tarsila e sou sem dúvida, completamente louca.
.
Há mulheres de todos os tipos: gorda, magra, loira, morena, ruiva, alta, baixa, perua, discreta, do tipo que grita, do tipo que fala baixo, divertidas, sérias, meigas, arrogantes, neuróticas e calmas, apaixonadas seja la pelo que for. Vingativas, más, de coração mole, inconsequentes, independentes, donas de casa, cuidadosas, mães, consumistas.
Mas há uma unanimidade entre elas, a loucura. São loucas de amor, de ódio, de felicidade, de tristeza. Loucas por sonhos e loucas por terem parado de sonhar, loucas de esperança, de anseios, de vontades, loucas de serem elas mesmas e loucas de se enganarem.
Mulheres nasceram para sempre confundir, e as vezes explicar. Fazem o que bem entendem, conquistam o que querem mesmo sem saber muito bem o que é. Quebram a cabeça mil vezes, choram e muito. Mulheres são apaixonadas.
São uma espécie que, apesar de encontrarmos por ai facilmente em grande quantidade, são raras. São curiosas, num dia se amam no outro se odeiam. Acham que devem se unir mas vivem em guerra e fazem de tudo para acabar umas com a outras. Dizem por aí que mulheres não têm amigas, e se têm são poucas as verdadeiras.
É difícil entendê-las, mais ainda conquistá-las.
E eu sou umas delas. Prazer, meu nome é Tarsila e sou sem dúvida, completamente louca.
.
Assinar:
Postagens (Atom)
