sábado, 17 de janeiro de 2009

A vida não é filme

Dia desses assistia à um filme daqueles que nos adoramos mas no final nos fazem sentir sozinhas e deprimidas, as famosas comédias românticas.

Histórias com casais conturbados, geralmente mulheres conturbadas e canalhas que se misturam com bonzinhos.De qualquer maneira em algum momento me deparei com a tradicional cena do pedido em casamento. o homem ajoelha, a mulher se emociona eles se beijam e fim. Quanta beleza e sentimento em uma cena dessas. Imagine na vida real então?

Depois de assistir hipnotizada à cena, me ocorreu a pergunta: Será que algum dia vou ter um desses momentos? E por alguns instantes senti uma tremenda inveja de mulheres que já viveram esse sentimento, passaram por esse momento igual ao de filmes.

Foi como um tiro pensar que posso nunca sentir isso. O coração apertou, o mundo girou. Toda a independência, poder e força feminina ficaram pequenas perto do sentimento de ser a princesa amada com um homem ajoelhado as seus pés. Tenho que assumir que estava um tanto sensível neste dia, mas lágrimas começaram a pular dos meus ollhos.

Sabe, as vezes mulheres são inseguras, indecisas, sonham como crianças. É só reparar em seus olhares quando veêm uma revista 'Noivas' na banca, ou como são obcecadas por esses filmes. Malditos filmes!
Depois nos pergutam porque mergulhamos nos nosso traballho. Ué, para que não sobre tempo algum para basteiras, filmes, revistas, questionamentos, sonhos...

Mas pensar que posso não ter minha própria cena de filme, me fortalece. Me faz querer encarar "a vida como ela é" e ser feliz assim. É claro que alguns momento cinematográficos aqui ou ali não fazem mal à ninguém e renovam nossas esperanças. Mas a vida não é filme, e não precisamos que ela seja para nos sentirmos bem.

Quando percebi a situação que me encontrava e a turbulência que a cena me causara, sem pensar duas vezes me recompus como se brigasse comigo mesma. Lembrei de todas as minhas essências e valores de mulher moderna e me escondi atrás deles.
Desliguei a Tv e peguei minha revista de moda. Afinal, o maior questionamento que roupas podem nos causarar é se estamos acima do peso.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Mulheres são loucas

Mulher. pessoa do sexo feminino, depois da puberdade; pessoa adulta do sexo feminino; esposa; consorte; senhora; pessoa do sexo feminino pertencente à classe popular; o conjunto das pessoas do sexo feminino. Ou como é conhecida popularmente, o ser mais incompreensível do universo.

Há mulheres de todos os tipos: gorda, magra, loira, morena, ruiva, alta, baixa, perua, discreta, do tipo que grita, do tipo que fala baixo, divertidas, sérias, meigas, arrogantes, neuróticas e calmas, apaixonadas seja la pelo que for. Vingativas, más, de coração mole, inconsequentes, independentes, donas de casa, cuidadosas, mães, consumistas.

Mas há uma unanimidade entre elas, a loucura. São loucas de amor, de ódio, de felicidade, de tristeza. Loucas por sonhos e loucas por terem parado de sonhar, loucas de esperança, de anseios, de vontades, loucas de serem elas mesmas e loucas de se enganarem.

Mulheres nasceram para sempre confundir, e as vezes explicar. Fazem o que bem entendem, conquistam o que querem mesmo sem saber muito bem o que é. Quebram a cabeça mil vezes, choram e muito. Mulheres são apaixonadas.

São uma espécie que, apesar de encontrarmos por ai facilmente em grande quantidade, são raras. São curiosas, num dia se amam no outro se odeiam. Acham que devem se unir mas vivem em guerra e fazem de tudo para acabar umas com a outras. Dizem por aí que mulheres não têm amigas, e se têm são poucas as verdadeiras.

É difícil entendê-las, mais ainda conquistá-las.

E eu sou umas delas. Prazer, meu nome é Tarsila e sou sem dúvida, completamente louca.

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